EcoCradle : status do desenvolvimento do “isopor” de cogumelo ! – continuação do último post

Complementando a notícia abaixo:

“Bayer (não é a empresa) e McIntyre abriram sua empresa, a Ecovative, com pouco mais do que uma boa ideia. Agora, já patentearam o produto em 30 países e receberam apoio da Agência de Proteção Ambiental, do Departamento de Agricultura e da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Além disso, receberam no ano passado 500 mil euros por terem vencido o “Desafio Verde” da loteria holandesa Postcode, um prêmio que estimula o desenvolvimento de produtos que diminuam as emissões de gás carbônico (CO2).”

Bem a idéia é fantástica, mas não está evoluindo como parece, infelizmente.

Questionei se já temos opção para uso em construção civil e a resposta veio rápida.

Ainda estão desenvolvendo o material para ser viabilizado para embalagens alímenticias. Para construção civil, um segundo passo, talvez ainda distante…

Hi Alessandra,
 
Thanks for your interest in Mushroom Insulation and building materials! I’m glad to hear you are considering environmentally responsible alternatives. We are excited to bring Mushroom Materials to the building construction market and will be announcing availability for public use on our website when we have sufficient manufacturing capacity to support the building construction market.
 
We are currently focusing our efforts on developing the same material for packaging, which we call EcoCradle®. Once this technology is perfected on a smaller scale, we will be scaling up to produce large insulation panels, acoustical panels and more.
 
Best regards,
 
Karen Prime
Communications MushroomPackaging.com EcovativeDesign.com        (518) 273-3753     (518) 273-3753

 

 

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Jovens criam material biodegradável para substituir isopor

Composto por raízes de fungos e resíduos agrícolas, ‘EcoCradle’ também pode ser reutilizado como fertilizante

ImageDivulgação/Ecovative 

Mostra do ‘EcoCradle’, material biodegradável que pode substituir o isopor

O poliestireno, mais conhecido em sua forma expandida como o popular isopor, conta agora com a concorrência de um novo material biodegradável inventado por dois jovens em Nova York. Composto por raízes de fungos e resíduos agrícolas, este novo material pode ser moldado em qualquer forma, tem baixo custo de produção e pode ser reutilizado ou aplicado como fertilizante, disse à Agência Efe Eben Bayer, um dos dois inventores do “EcoCradle”.

O poliestireno é um material não reciclável ou degradável, derivado do petróleo e cujos principais consumidores são China e Europa. Sua produção mundial chega a 35 milhões de toneladas anuais. Mais de 70% dessa carga é usada na construção civil.

Os maiores participantes globais do mercado do poliestireno são Dow Chemical, Totalfina Elf, BASF, Nova Innovene, Chevron Philips, PS Japan, Ineos Styrenics e Polimeri Europa.

O desafio a esta indústria multimilionária vem da ideia de Bayer e Gavin McIntyre, ambos graduados pelo instituto politécnico Rensselaer, em Nova York. A dupla já tem 100 mil unidades do “EcoCradle” encomendadas para 2010. “Empregamos produtos derivados ou desprezados da agricultura que sequer servem para a alimentação dos animais”, disse Bayer à Efe em uma conversa por telefone.

Segundo ele, “o que produzimos é um material alternativo ao poliestireno, que tem o mesmo desempenho físico, mas é degradável no meio ambiente, ou pode ser reciclado”.

O composto é feito com pequenas raízes de fungos chamados micélio e resíduos agrícolas como a casca de arroz, trigo ou sementes do algodão.

Bayer cresceu em uma fazenda do estado americano de Vermont onde ele e seu pai colhiam fungos silvestres. Durante sua adolescência, passou a reparar que as raízes dos fungos aglomeram pedaços de folhas e madeira, e se perguntou se isso poderia ter alguma aplicação útil.

McIntyre achou a ideia interessante e os dois começaram a testar diferentes tipos de fungos até determinar quais possuem as raízes mais fortes. Depois, testaram essas raízes com diferentes produtos residuais. Em poucos dias, descobriram que as pequenas raízes dos fungos se transformavam em uma massa densa de fibras que dão ao composto um sustento estrutural.

Bayer e McIntyre abriram sua empresa, a Ecovative, com pouco mais do que uma boa ideia. Agora, já patentearam o produto em 30 países e receberam apoio da Agência de Proteção Ambiental, do Departamento de Agricultura e da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Além disso, receberam no ano passado 500 mil euros por terem vencido o “Desafio Verde” da loteria holandesa Postcode, um prêmio que estimula o desenvolvimento de produtos que diminuam as emissões de gás carbônico (CO2).

Tópicos: Isopor, Biodegradavel

Fonte_ Estadão.

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O Movimento da Transparência para Materiais de Construção

Não apenas a Tabela Ambiental da Natura demonstrou que a idéia de inspirar-se na “tabela nutricional” está alinhada com o inconsciente coletivo e com o que se espera de futuro, como agora vem reforçar a mesma idéia, o vídeo da empresa reconhecida ambientalmente nos Estados Unidos, a BuildingGreen, falando sobre o MOVIMENTO DA TRANSPARÊNCIA NOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: http://www.youtube.com/watch?v=UoZhXwZav5Y

“Nos últimos dois anos, a transparência para o material de construção começou a ganhar força na América do Norte: mudanças nas expectativas do consumidor, sistemas de certificação de edificações verdes, assim como leis e padrões internacionais começaram finalmente a convergir em relatórios corporativos padronizados sobre quaisquer números: impactos ambientais, sociais e na saúde. Muitos projetistas e fabricantes estão desenvolvendo maneiras de comunicar facilmente algumas dessas informações através do que é muitas vezes chamado de “rótulo nutricional para produtos de construção.”

Enquanto muita gente está ansioso para ver esse “rótulo nutricional”, há visões diferentes sobre o que isso significa. A maioria está falando sobre Declarações Ambientais de Produto, que são desenvolvidos para nos informar sobre os impactos ambientais de um produto durante seu ciclo de vida. Alguns estão se referindo à divulgação dos ingredientes e os impactos de saúde através de uma declaração de produtos de saúde.”

Como explica o filme, não fazemos idéia de quais componentes, químicos e toxinas temos em casa ou no ambiente de trabalho, mas podemos saber o que compramos para comer. Os fabricantes de alimentos são obrigados a informar a composição e indicadores, mesmo que a gente ainda não saiba reconhecer substâncias como o ácido ortofosfórico, que faz mal para o esmalte dos dentes (e está presente nos refrigerantes que damos às nossas crianças…).

A maioria de nós ainda está aprendendo a ler um rótulo nutricional. Ainda assim, já podemos escolher entre alimentos com menos gordura, açúcar ou sódio, dependendo da nossa necessidade.

O mesmo deve acontecer com materiais de construção, só que, a partir do momento em que as informações são abertas, o arquiteto e projetista poderá atuar como um “nutricionista” e indicar para o edifício a propriedade daquele material que é mais relevante, importante, significativa. Pode-se preferir um produto com menos conteúdo reciclado que seja fabricado no Brasil, em vez de um produto com muito conteúdo reciclado fabricado na China. Poderá dar mais peso a capacidade de isolamento térmico de uma lã (vidro, rocha ou PET) do que à sua reciclabilidade.

Edifícios, assim como pessoas, possuem diferentes necessidades. A localização do empreendimento, a forma e local de uso do material, cada um dará uma diferente importância ecológica à cada propriedade apresentadas pelo material.

Faltam informações claras, transparentes e comprovadas no mercado. Quando os fabricantes abrirem suas informações sem medo e sem se preocuparem em se auto-denominar ecológicos, mas sim em serem transparentes, ainda teremos todo um caminho pela frente. O de educar projetistas e compradores a ler a Tabela Ambiental, entender o que cada ítem significa e escolher com responsabilidade para fazer a diferença ambiental e aí sim, incentivar edifícios e produtos mais verdes.

por Alessandra Caiado

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Tabela Ambiental para Materiais de Construção – Poderia ser este um caminho? – Parte 4. Final

 

Um exemplo que tem alcançado resultados positivos, com a apresentação de indicadores que permitem o exercício da livre escolha por parte do consumidor é uma tabela ambiental criada no segmento de cosméticos.

O artigo de Maranzato (2007) mostra uma iniciativa pioneira (Figuras 1 e 2) de comunicar ao usuário seis indicadores da origem das matérias-primas e atributos dos materiais usados na fabricação do produto e da embalagem. Tais indicadores constam nos rótulos das embalagens dos produtos e nos outros meios de informação ao usuário (colocar na rotulagem de embalagens e/ou internet), seis indicadores que mostram a origem de suas matérias-primas e materiais de embalagem. O objetivo é ser transparente, ter compromisso com a verdade e saber que arbitrar sobre as práticas pessoais de consumo, é o primeiro passo que usuários, individualmente, podem dar para melhorar o mundo.

A tabela ambiental permite que o consumidor saiba como os produtos são feitos, de onde vieram e para onde vão. Assim, a tabela tem dois aspectos importantes: a formulação e a embalagem, mas também tem outros significados. Pode-se acompanhar a evolução de cada um dos índices ao longo do tempo, além de sinalizar os ganhos tecnológicos da empresa em prol do meio ambiente.

A idéia da tabela ambiental foi apresentada a partir da inspiração numa tabela nutricional (Figura 3), que pudesse explicitar as características dos produtos. Além disso, os indicadores deveriam mostrar a evolução no desenvolvimento dos novos produtos e implementação de novos projetos e processos que beneficiem o meio-ambiente, como por exemplo, o uso de matérias-primas de origem renovável a reciclagem de materiais de embalagem.

Figura 1 – Tabela Ambiental da Natura

 Figura 2 – Produto da Natura e respectiva Tabela Ambiental

 Figura 3 – Tabela Nutricional de uma Barra de Cereal de Mercado

A introdução da tabela ambiental é uma inovação tecnológica de pioneirismo internacional e não é protegida com patente ou registro. Dessa forma, quem deseja utilizar a tabela em seus produtos, pode introduzi-la seguindo o exemplo ilustrado (Figuras 1 e 2). De acordo com as normas ISO, a Tabela Ambiental é considerada uma auto-declaração, voluntária, diferentemente da tabela nutricional (Figura 3) que é, atualmente, um requisito legal para comercialização do produto.

Outra vantagem da tabela ambiental é incentivar a melhoria e inovação contínua dos produtos. A tabela ambiental permitirá, ao consumidor, a comparação entre produtos similares, o que estimulará o mercado a melhorar continuamente os seus indicadores (Figura 4).

 Figura 4 – Exemplos de produtos que sofreram melhoria em conteúdo e embalagem. É possível acompanhar pela tabela (MARANZATO, 2007).

 por Alessandra Caiado

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3 MOTIVOS PORQUE OS SELOS VERDES NÃO ESTÃO FUNCIONANDO – Parte 3

 3 MOTIVOS PORQUE OS SELOS VERDES NÃO ESTÃO FUNCIONANDO

Para definir algo como sustentável ou ecológico seria necessário um parâmetro, uma referência. Muitas vezes, indica-se um produto como ecológico ou sustentável por possuir uma característica “menos ruim” em relação aos similares no mercado. Mas logo que essa maioria passa a possuir a mesma característica, poderíamos dizer que esse produto ainda continua sendo ecológico? Ou passa a ser um produto padrão? Hoje, bacias sanitárias que utilizam três e seis litros para a descarga (fluxo duplo) já se tornaram um padrão, quando há pouco eram consideradas ecológicas.

E por que os selos verdes não estão tendo êxito em diversas partes do planeta? Concordo com os seguintes motivos apresentados em uma pesquisa do CEMPRE :

1. Impossibilidade de estabelecer critérios objetivos e cientificamente defensáveis que identifiquem produtos “melhores do ponto de vista ambiental” em uma dada categoria.
Um produto pode ter um baixo consumo de energia, mas uma emissão de resíduos sólidos relativamente grande. Outro pode gerar pouco resíduo sólido, mas causar uma maior poluição da água.

2. Os Selos Verdes constituem uma barreira à inovação, tanto com relação ao meio ambiente como com relação ao melhor desempenho dos produtos.
Os critérios de sustentabilidade são definidos no conhecimento existente dos produtos, das tecnologias e das questões ambientais. Esses critérios limitam a busca de novas soluções em design por não estarem contemplados no sistema de certificação ambiental, desestimulando fabricantes na inovação de seus produtos.

3. Os Selos Verdes treinam os consumidores a procurar símbolos, e não os informam a respeito dos aspectos ambientais específicos dos produtos que compram.
Os consumidores não conseguem se informar a respeito das características ambientais dos produtos e tampouco a respeito do que podem fazer para melhorar seus hábitos de uso e disposição final dos mesmos.

Para evitar que o movimento da sustentabilidade caia em descrédito, o caminho possível seria exatamente o oposto: não rotular, no sentido literal da palavra, ou seja: não julgar, delimitar, concluir o que seria determinado produto. A opção seria apresentar indicadores puros, de forma simplificada e clara para o consumidor, e deixá-lo decidir o que é importante para sua compra.
Exonera-se o fabricante da responsabilidade global, ampla e quase infinita do termo “ecológico” e garante-se ao consumidor o direito de analisar e comparar informações relevantes de produtos.

por Alessandra Caiado.

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Selos Verdes e Greenwashing – Parte 2 . Auto-certificações

As normas ISO – International Organization for Standardization da série 14.000 possuem os seguintes tipos de rotulagem ambiental:

Rotulagem Tipo 1 (ISO 14024: 1999) – Selos verdes/certificação por terceiros.

Rotulagem Tipo 2 (ISO 14021: 1999) – Auto declaração.

Rotulagem Tipo 3 (ISO 14025: 2006) – Inclui avaliações de Ciclo de Vida.

As mais comuns são a Tipo 1, em que a empresa pode omitir impactos relevantes ou informar dados falsos e a Rotulagem Tipo 2, em que a credibilidade das informações dependerá da metodologia aplicada pela entidade terceirizada.

A Rotulagem Tipo 2 é a mais conhecida e difundida por ser especialmente utilizada em embalagens de alimentos, materiais de limpeza e higiene (Figura 1 e 2). No Brasil em especial, como a coleta está diretamente ligada à questão social, os símbolos utilizados na auto-declaração que informam descarte e reciclabilidade são indispensáveis para seleção e triagem de catadores e recicladores. Os padrões são estabelecidos por normas da ISO e Norma NBR 13230 da ABNT.

Figura 1 – simbologia para reciclagem de plásticos. Fonte: CEMPRE. A Rotulagem Ambiental e o Consumidor no Mercado Brasileiro de Embalagens (2006).

Figura 2 – simbologia para os diversos tipos de embalagens. Fonte: CEMPRE. A Rotulagem Ambiental e o Consumidor no Mercado Brasileiro de Embalagens (2006).

A Rotulagem Tipo 1, que são os Selos verdes e é uma certificação atribuída por terceiros, cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Segundo matéria do jornal O Estado de São Paulo, de 14 de julho de 2010 (Andrea Vialli), há mais de seiscentas certificações com indicadores de sustentabilidade no país e a maioria é criada pela própria empresa que fabrica o produto. A entidade internacional World Resources Institute, em 2010, mapeou 340 selos sócio-ambientais no mundo e detectou que menos de um terço monitora os impactos socioambientais da cadeia produtiva. Citação de artigo de jornal no texto (VIALLI, 2010)

A pesquisa realizada pela Market Analysis em parceria com a Terrachoice: Greenwashing no Brasil, um estudo sobre os apelos ambientais nos rótulos dos produtos (MARKET ANALYSIS, 2010) aponta que apenas 3% dos produtos que continham um apelo ambiental eram produtos ligados a construção civil, contra 19% em países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra e Canadá. Isso significa que o Brasil ainda pode buscar um atalho e evitar o greenwashing.

 

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Selos Verdes e Greenwashing – Parte 1 . Iniciando o debate

 

As certificações de empreendimentos Leader in Energy and Environmental Design (LEED Reference Guide for Green Building Design and Construction, 2009), Alta Qualidade Ambiental (Referencial Técnico de Certificação – “Edifícios do Setor de Serviços – Processo AQUA”) e PROCEL (Regulamento Técnico da Qualidade para Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos), reconhecidas no mercado brasileiro, resultam hoje em mais de trezentos edifícios em processo de certificação em todo país, segundo levantamento do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE). Ser reconhecido com um empreendimento que possui responsabilidade ambiental é hoje o diferencial mais buscado pelos empreendedores e mais exigido pelo mercado, especialmente o estrangeiro. Este público mais exigente determina um padrão mínimo de construção e incentiva o mercado a se adequar a demanda.

Consequentemente, a indústria de materiais de construção civil também precisa se adequar. Além do atendimento das normas técnicas vigentes e exigências legais, o fabricante precisa apresentar os diferenciais ambientais requisitados pelas certificações. Mas esses requisitos não fazem parte da cultura de produtos do país. Até então, possuir conteúdo reciclado ou, como ainda costuma-se dizer, “ser reciclado”, caracteriza um produto de qualidade inferior àquele produzido com matéria prima virgem. Divulgar que o produto é importado ainda significa status para o produto, quando na verdade, comprar produtos locais é uma ação sustentável.

Nos últimos dois anos, inúmeros selos de auto-declaração para apresentar vantagens ambientais começaram a surgir. O produto reciclado ganha valor e vê-se, erroneamente, a divulgação de produtos que se auto denominam 100% reciclados. Tintas prometem reduzir em até 20% o consumo de energia com ar condicionado se aplicadas na cobertura. Produtos informam serem certificados pela norma LEED (que certifica apenas empreendimentos). Apelos confusos e falsos confundem o consumidor, que no intuito de fazer uma contribuição ambiental adquire um produto que pode não oferecer aquilo que informa. O desconhecimento tanto do fornecedor como do consumidor, gera o fenômeno do greenwashing[1], ou seja, propaganda ecológica enganosa.

 
 
 
 

[1] Greenwashing: termo que define propaganda ecológica enganosa.

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