Qualidade e Transparência: o novo verde

 

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Fotos: Divulgação de certificados e selos nos stands de produtos da Expo International GreenBuilding, em New Orleans, EUA. 2014.

Texto publicado no blog do GBC Brasil: http://gbcbrasil.org.br/detalhe-curso.php?idCurso=30

 

Atualmente, fabricantes e projetistas possuem uma grande demanda por sustentabilidade em materiais e projetos. No que se trata de atributos para materiais, de um lado ouve-se uma “Torre de Babel” de siglas confundíveis – ACV[1], EPD[2], HPD[3] – relatórios ambientais para produtos. Ao mesmo tempo, convivemos com uma realidade brasileira onde muitos fabricantes ainda não atendem as normas técnicas específicas de seu produto (isso quando a norma existe). Produtos estrangeiros entram no Brasil também sem comprovar qualidade. Então, nos vemos em meio a dois grandes extremos: a exigência do mais alto nível de análise ambiental e a não conformidade com o desempenho técnico do produto. Como atuar então, como projetista e como fabricante?

Primeiramente, não adianta apavorar-se diante de tantas demandas: atendimento de norma técnica específica, segurança ao fogo, Norma de Desempenho (NBR 15575), LEED, AQUA, Procel Edifica, Red List, ACV, EPD… Sustentabilidade deve ser inicialmente avaliada pela qualidade do produto.

Fabricantes devem começar comprovando que tecnicamente o produto funciona. Que atende a norma técnica específica do produto e de preferência, com ensaios realizados em laboratório reconhecido de terceira parte. Se não existe uma norma técnica específica (nacional ou internacional), deve ao menos selecionar e ensaiar as principais alegações de seu produto para comprovar que realmente atende ao que se propõe. Uma propaganda de laboratório americana diz: “You can say it. I can prove it.” (“Você pode dizer. Eu posso provar”). Se o principal atributo de seu piso é que ele é permeável, comprove permeabilidade. Se o maior problema do seu tipo de piso é que ele quebra, comprove que é resistente. E comunique isso ao seu consumidor. Conte para ele, de uma maneira fácil e didática, que o seu produto atende ao principal que oferece. E depois, determine suas próximas prioridades conforme a demanda do seu mercado. Se a maior demanda está sendo ajudar construtoras a atenderem o sistema LEED, quais informações, pertinentes ao seu produto, são necessárias para contribuir?

Diante de tantas exigências, o importante para os fabricantes é começar. Começar a organizar suas próprias informações e comprovações, e apresentar-se preparado para o mercado. Ou ainda, para diferenciar-se do todo, para ter uma comunicação que ao mesmo tempo eduque e se demonstre atenta às inovações. A maioria das divulgações de produto hoje comunicam as mesmas características: “alta durabilidade, elevada resistência, baixo custo, fácil instalação e baixo VOC (que aliás, deveríamos chamar de COV, pois esta sim é a sigla para o português Composto Orgânico Volátil). Como projetistas poderão especificar produtos a partir de alegações abstratas como “alta, elevada, boa e superior”? Projetos são desenvolvidos com números e referências e não com adjetivos.

Projetistas também devem continuar solicitando e focando nas informações básicas sobre o produto. Procure inicialmente entender se o produto atende a norma técnica específica e pergunte sobre questões de segurança, como resistência ao fogo e toxicidade do material. Estando tudo conforme, prossiga questionando sobre diferenciais ambientais, como conteúdo reciclado, origem da matéria-prima e local da fábrica, nível de composto orgânico volátil, ACV (Avaliação de Ciclo de Vida) ou EPD (Environmental Product Declaration – Declaração Ambiental do Produto) e certificações reconhecidas como o FSC (para produtos com madeira ou de origem florestal) e o Cradle to Cradle Certified™ (único selo multiatributo aceito pelo LEED v4).

Lembrem-se que nenhum produto é certificado pelo Green Building Council. O Green Building Council certifica apenas edifícios que atendem ao sistema internacional LEED. Empresas podem ser membros do Green Building Council Brasil que representa a ONG americana USGBC (US Green Building Council). E ainda: o produto pode possuir uma ACV ou EPD e ter conteúdo reciclado, mas isso não significa que o produto é ecológico. A empresa que apoia uma causa deverá se esforçar e provar que possui um produto diferenciado. Um relatório de Análise de Ciclo de Vida é como um exame de sangue: quem o faz não necessariamente está saudável, é preciso analisar todos os dados e avaliar. E por fim, um produto com conteúdo reciclado não será ecológico se quebrar facilmente, for tóxico ou propagar chamas rapidamente.

Todas essas ações podem sim, significar que o fabricante está apoiando uma causa importante, conhecendo os próprios impactos e melhorando seus processos, desenvolvendo produtos com menor impacto ambiental. E a transparência da sua comunicação, seus esforços em buscar uma sustentabilidade contínua, poderão ser considerados, favorecidos e prestigiados.

Não adianta esperar por um símbolo que indique por si só se o material atende ou não o LEED, se um produto é ou não sustentável. Esse poder de análise deve ser do projetista, do consumidor. Dependerá de como e onde o produto será aplicado na obra. E dos valores de cada profissional que faz a análise. “O que é mais sustentável para meu projeto? Um produto estrangeiro com muito conteúdo reciclado ou um produto nacional com pouco conteúdo reciclado?” A prioridade pode ser baixa toxicidade para a pintura de um quarto e boa fixação para a pintura de uma fachada. Ambas são critérios de sustentabilidade, tanto toxicidade quanto durabilidade.

Desta forma, fabricantes devem focar em comunicar-se corretamente, com transparência e com a responsabilidade de comprovar seus dados. Projetistas e especificadores devem retomar o poder de exigir informações comprovadas, analisar e escolher, ponderando todas as informações possíveis.

 

Referências:

[1] ACV – Avaliação de Ciclo de Vida. Pode ser desenvolvida para um produto ou para um edifício. Resulta em números que apresentam consumos e emissões e o quanto isso gera de impacto no meio ambiente. É desenvolvida seguindo a NBR 14040.

[2] EPD – Declaração Ambiental de Produto. É o relatório de ACV verificado por um organismo acreditado de terceira parte. É a rotulagem Tipo III, que segue a norma ISO 14025.

[3] HPD – Health Product Declaration. Como a ACV e a EPD não consideram a toxicidade do produto, o mercado desenvolveu uma ferramenta para divulgar composições químicas e seus riscos. http://hpdcollaborative.org/about/guiding-principles/

 

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CTE é acreditado para consultoria no programa Cradle to Cradle Certified™

A certificação no programa Cradle to Cradle Certified™ é internacionalmente reconhecida para materiais sustentáveis, concedida pelo Cradle to Cradle Product Innovation Institute (C2CPII), organização sem fins lucrativos com sede nos EUA. Hoje este é o único selo verde multiatributo aceito para o LEED v4.

Para certificar seu produto, o fabricante deve buscar uma consultoria acreditada pelo C2CPII. Somente empresas acreditadas pelo C2CPII podem avaliar materiais, desenvolver e enviar a documentação para certificação.

O CTE, empresa líder em consultoria green building no Brasil, tornou-se uma Accredited Assessment Bodyem setembro de 2014. Como Organismo de Avaliação Acreditado, o CTE poderá realizar a consultoria de análise e avaliação dos produtos que pretendem obter esta certificação.

Para certificar um produto, o fabricante deverá seguir um programa de Melhoria Contínua, que envolve o produto e sua fabricação, focado em cinco temas: Materiais Saudáveis; Materiais Reutilizáveis; Energia Renovável; Gestão da Água; Responsabilidade Social.

O CTE, a partir de agora, trabalhará junto com o fabricante para obter esta certificação, desenvolvendo um Plano de Certificação do produto desejado e estratégias de otimização para melhoria contínua, e encaminhando documentos e formulários necessários. Ao final, encaminhará um Relatório de Certificação para a revisão final realizada pelo C2CPII. A certificação, então, poderá ser obtida, de acordo com os requisitos exigidos e cumpridos, em um dos cinco níveis: Básico, Bronze, Prata, Ouro e Platina.

Benefícios do selo

As empresas que já receberam o certificado Cradle to Cradle Certified™ perceberam um impacto positivo na imagem de sua marca no mercado, justamente por adotarem ações inovadoras para qualidade e sustentabilidade de seus produtos. Entre as fabricantes que conquistaram o selo, a PUMA (vestuário) e a SHAW (carpetes) relataram uma redução entre 40 e 45% no consumo de Energia, e redução entre 45 a 50% no consumo de Água.

A SHAW e a VANHOUTUM (produtos para higiene pessoal) também tiveram crescimento nas vendas com a conquista do selo. O aumento relatado foi de cerca de 300% nas vendas após a certificação. Outro benefício estratégico dessa certificação é a facilidade de comunicação da sustentabilidade. Diferente da maioria dos selos multiatributo, os requisitos do Cradle to Cradle Certified™ são os mesmos para qualquer tipo de produto, o que facilita tanto a comparação como a comunicação dos diferenciais sustentáveis.

Para saber mais, acesse: http://site.cte.com.br/cradle-to-cradle/

Para contratar a consultoria do CTE para o programa de certificação Cradle to Cradle Certified™ entre em contato com:

Alessandra Caiado e Adriana Hansen
Accredited Assessors CTE
e-mail: materiais@cte.com.br
telefone: 11 2149-0300

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Curso do GBC Brasil – Materiais de Construção: quais informações solicitar e informar para o mercado de Greenbuilding

greenwashing

NOVA DATA: PREVISÃO PARA DEZEMBRO 2014 !

Objetivos:

Apresentar de forma clara e didática os requisitos voltados para materiais de construção do LEED v3 e v4. Esclarecer sobre rotulagem ambiental de produtos e greenwashing. Fornecer ferramentas de análise crítica para melhor especificação de materiais e produtos.

A quem se destina:

Em especial fabricantes de materiais de construção, engenheiros, arquitetos, construtores, incorporadores, empreiteiros, representantes de entidades de classe, estudantes, profissionais da área de meio ambiente.

Conteúdo Programático:

– Projetistas, suprimentos e fabricantes de materiais de construção: conhecer e compreender os requisitos para materiais LEED v3 e v4;

– Requisitos para materiais e produtos LEED v3 e v4: critérios;

– Declaração Ambiental do Produto, Análise de Ciclo de Vida, Cradle to Cradle, ACV modular, FISQP. Quais ferramentas são mais adequadas para cada produto;

– Análise de Ciclo de Vida, Regra de Categoria de Produto e Declaração Ambiental do Produto: definições, normas específicas e escopo necessário para atendimento do LEED v4. Esclarecimento sobre projetos em andamento no Brasil;

– Comprovação dos atributos. Diferença entre ensaios, laudos e certificados. Laboratórios e órgãos de certificação. Métodos de comprovação das alegações;

– Diretrizes para escolha de materiais com menor impacto ambiental: principais produtos. Ferramentas de análise crítica para melhor especificação;

– Marketing Verde: selos verdes para produtos e greenwashing;

– Apresentação dos principais selos verdes para produtos. Conceituação e exemplificação de propaganda ecológica enganosa;

– Movimento da transparência: divulgação dos atributos dos materiais com clareza e com comprovação reconhecida. A propaganda como ferramenta da educação ambiental;

– Impacto nas vendas: como a conformidade com os requisitos de normas e sistemas e a comunicação transparente pode ampliar e facilitar a oferta do produto no mercado. Case Declare, Transparency Label e Tabela Ambiental para impermeabilização.

Metodologia:

-Exposição dialogada áudio/visual

-Apostila

-Exercícios práticos

Material:

– Fornecemos apostila com o conteúdo que sera utilizado durante o treinamento e o Certificado de participação.

Professoras:

Arq. Msc. Alessandra Caiado LEED AP – BD+C

Eng. Msc. Adriana Hansen LEED AP – BD+ C e LEED AP ID+C

Investimento: R$ 600,00 reais para membros GBC Brasil e R$ 750,00 reais para não membros

Carga horária: 16h

Local:Rua Peixoto Gomide 282, São Paulo – SP, 500m da Av. Paulista – Metrô Trianon Masp, São Paulo – SP

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Quimicryl desenvolve Tabela Ambiental de seus produtos com apoio do CTE

A responsabilidade empresarial em relação às questões socioambientais está se tornando realidade com atitudes e práticas realmente sustentáveis.

Este é o caso da Quimicryl, que vem declarando seu compromisso com a sustentabilidade em todas as fases do ciclo de vida dos seus produtos e, por isso, decidiu pela transparência de suas informações técnicas e ambientais.

Acompanhe a entrevista com Cláudia Fernandes, gerente de marketing da Quimicryl, e saiba como a Tabela Ambiental®, desenvolvida com o apoio do CTE, influenciou no desenvolvimento, na apresentação e venda dos produtos Quimicryl.

Por que a Quimicryl teve interesse em desenvolver uma Tabela Ambiental para seus produtos?

Em 2010, a Quimicryl traçou como objetivo estratégico ser reconhecida como a primeira opção em soluções sustentáveis para os mercados de adesivos e construção civil. E definiu que as diretrizes para relatório de sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI) seriam a referência para iniciar esta jornada.

Ao analisarmos os processos de conexão das partes interessadas e priorização de temas relevantes na elaboração do primeiro relatório, os aspectos saúde e segurança do cliente tiveram alta relevância na Responsabilidade pelo Produto. Fazendo a seleção dos indicadores desta dimensão, nos deparamos pela primeira vez com o PR1, indicador de desempenho essencial que define as fases do ciclo de vida de produtos em que os impactos sobre a saúde e segurança são avaliados. Desde então, assumimos o compromisso de sistematizar a inserção da sustentabilidade em todas as fases do ciclo de vida dos produtos fornecidos pela Quimicryl.

Em 2012, o projeto do CTE de desenvolver a Tabela Ambiental surgiu como uma oportunidade de organizar as informações técnicas e ambientais de nossos produtos. Mais que isso, apresentá-las de maneira transparente, objetiva, com conteúdo útil e de qualidade sobre a composição dos materiais, principais características, normas atendidas, assim como desempenho técnico, impactos ambientais e orientações sobre o correto descarte. Tudo com o objetivo de facilitar o trabalho dos projetistas, consultores e construtores preocupados com o consumo consciente e a sustentabilidade de seus negócios.

          

Houve algum impacto no conhecimento das equipes internas sobre os produtos com o desenvolvimento da Tabela Ambiental?

Houve, principalmente, um alinhamento do discurso sobre os itens relevantes dos nossos produtos, e aumentou nossa capacidade de demonstrar os atributos técnicos e ambientais de nossas soluções com suas respectivas comprovações.

Outro grande aprendizado foi o de comunicar os fatos e benefícios dos materiais num contexto mais amplo da sustentabilidade. Ou seja, compreendemos como a Quimicryl pode contribuir para redução do consumo de recursos naturais nas obras, atuar na perspectiva social com a formação da mão de obra do cliente, oferecer produtos com baixo risco ao meio ambiente, à saúde e segurança, e também proporcionar economia de tempo e dinheiro na execução dos sistemas de impermeabilização e aplicação de revestimentos para pisos com colas base água.

Em quantos e em quais produtos já foi aplicada a metodologia da Tabela Ambiental?

A metodologia da Tabela Ambiental já foi aplicada em 7 produtos, sendo 5 da linha de impermeabilizantes Baucryl e 2 da linha Ecofloor de colas base água para aplicação de revestimentos como carpetes e pisos.

Como está sendo a receptividade do mercado para a Tabela Ambiental? Está realmente facilitando e alavancando vendas?

A receptividade da Tabela Ambiental tem sido positiva e, inclusive, tem permitido acesso às áreas de sustentabilidade e inovação de nossos clientes, que reconhecem essa iniciativa como um grande diferencial.

Estamos também utilizando a Tabela Ambiental para conscientizar os clientes e consumidores sobre o que eles estão comprando e sobre a importância de seu processo decisório: Por que comprar? Como usar? Quais os principais impactos ambientais? Como descartar? 

Uma vez que levamos informações que respondem a esses questionamentos, clientes e consumidores podem avaliar, em cada uma das escolhas, que impactos estão sendo gerados e como eles podem ser minimizados ou potencializados na direção de uma sociedade mais sustentável.

      

A Tabela Ambiental incentivou a melhoria dos atributos dos produtos para a Quimicryl? Quais serão os próximos passos?

A Tabela Ambiental incentivou o pensamento sistêmico da empresa para a sustentabilidade, pois trouxe uma reflexão sobre inovação e consumo consciente. Percebemos que, ao reduzir os impactos ambientais e sociais da Quimicryl e dos clientes, estamos gerando valor para o mercado, e que o aspecto econômico deve levar em consideração estes ganhos de tempo, dinheiro, redução de utilização de recursos naturais, descartes e riscos à saúde e segurança.

Os próximos passos são multiplicar a metodologia da Tabela Ambiental para os produtos das linhas de impermeabilizantes BAUCRYL e colas base água ECOFLOOR e INDMAX, e ampliar a comunicação dos atributos para todas as partes interessadas.

 

SOBRE A TABELA AMBIENTAL®

Em 2012, o CTE identificou a necessidade de auxiliar os fabricantes na elaboração de informações técnicas e sustentáveis sobre o produto e na difusão dessas informações entre especificadores, projetistas, construtores e consumidores. Criou, então, uma consultoria técnica e ambiental específica para materiais de construção, que resulta em uma comunicação completa, simples e transparente para materiais de construção: a Tabela Ambiental®.

Desde então, o CTE tem trabalhado com os fabricantes para o desenvolvimento da Tabela Ambiental do produto em várias etapas. A consultoria analisa o produto para conhecer todas as suas características técnicas, completando-as com informações que o mercado brasileiro hoje demanda: normas específicas, norma de desempenho, sistemas de certificação ambiental, entre outras. Indica também indica quais ensaios devem ser realizados e, diante de extensa oferta de selos verdes, quais realmente valem a pena buscar. Caso o produto já possua selos verdes, há orientação de como divulgá-los para educar os consumidores a respeito das características ambientais de seu produto. A consultoria também acompanha o desenvolvimento do material de divulgação e a inclusão das informações no site do fabricante, sugerindo formatos diferentes de comunicação para cada público-alvo. Por fim, toda a equipe de vendas é treinada para o uso do novo material de divulgação desenvolvido.

Para saber mais sobre a Tabela Ambiental, entre em contato com a equipe CTE responsável por este produtomateriais@cte.com.br

SOBRE A QUIMICRYL

Há 27 anos, a Quimicryl desenvolve, fabrica e comercializa produtos químicos para aplicações especiais nos setores de Adesivos e Construção Civil no Brasil, sempre investindo em tecnologias e materiais inovadores e sustentáveis.

A Quimicryl é uma empresa totalmente comprometida com os valores e as práticas de responsabilidade socioambiental e empresarial. Tem seu Sistema de Gestão certificado pelas normas ISO 9001 e ISO 14001, aderindo também aos indicadores Ethos, à metodologia GRI (Global Reporting Initiative), à ideia de neutralizar e compensar os Gases de Efeito Estufa (GEE), além de ser membro do GBCBrasil.

Atende ao mercado da Construção com a linha Baucryl, soluções especialmente formuladas para racionalização dos processos construtivos, indicadas principalmente para proteção, prevenção e tratamento de patologias, impermeabilização, aditivação de argamassas, pisos poliméricos cimentícios, e sistema de construção a seco.

Fonte / Link: http://site.cte.com.br/projetos/2014-06-02quimicryl-desenvolve-tabela-ambiental/

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Vamos esclarecer ? ACV não é selo verde e nem todo selo verde tem ACV

Bem, são muitos os selos e sim … ainda cada um é de um tipo. Confuso?

Vamos por partes:

1. Selo verde Tipo I (ISO 14024): uma entidade de terceira parte define requisitos e critérios*. Seu produto atende. Eles** te certificam.

Glossário:*O requisito define a meta e o critério, o quantitativo ou qualitativo. Por exemplo: Requisito: economizar água. Critério: 50% do consumo total de água potável/ ano.

**A entidade provedora da rotulagem é formada por um corpo independente do governo ou academia de profissionais diversos – indústria, professores, profissionais liberais. Este grupo desenvolve um sistema de critérios múltiplos e próprios, considerando o ciclo de vida – a análise em software específico não é realizada, a análise é apenas qualitativa.

Exemplos: Selo ABNT Ambiental, Selo Falcão Bauer, Selo FSC.

abnt ambiental       falcão bauer    fsc

A diferença entre os selos acima é a seguinte: os 2 primeiros são selos multi-atributo e o terceiro, de um único atributo. A certificação multi-atributo é um conjunto específico de critérios estabelecidos. A certificação de um único atributo emite selos que atestam (1) uma característica do produto.

2. Selo verde Tipo II (ISO 14021): auto declaração

A norma apresenta vários termos, como “compostável”, “projetado para desmonte” e que podem ser usados quando relevantes ao produto. Mas nem todos seguem o objetivo desta norma:

a)    Comunicar informações precisas: isto reforça a necessidade de cálculos e ensaios com metodologia reconhecida .

b)    Comunicar informações verificáveis: a apresentação da metodologia de ensaio, laudo ou certificado de terceira parte faz-se necessária.  

c)    Comunicar informações não enganosas: em 07 de junho de 2011 o Conar  – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – cria normas éticas para apelos de sustentabilidade na publicidade. (CONAR, 2012). Apesar disto, conceitos sobre o assunto ainda não estão claros para todas as partes envolvidas e a cobrança do mercado pela comprovação da informação é incipiente.Confirmando a necessidade desta regulamentação, a norma define que não devem ser utilizadas frases vagas, como: “ambientalmente seguro”, “amigo do meio ambiente”, “amigo da Terra”, “não poluente”, “verde”, “amigo da natureza”, “amigo da camada de ozônio”, dentre outros.

Exemplos:

    SELO VERDE II

2. Selo verde Tipo III (ISO 14025): ACV (Avaliação de Ciclo de Vida)

Conforme a ISO 14025:2006, as declarações ambientais do tipo III são realizadas por uma ou mais organizações e apresentam resultados numéricos resultantes de uma Análise de Ciclo de Vida, a partir de parâmetros pré desenvolvidos e em conformidade com a ISO 14.040 (Gestão ambiental – Avaliação do ciclo de vida – Princípios e Estrutura), possibilitando comparações entre aqueles com mesma função.

Nela , calcula-se:

  • Consumo de recursos naturais
  • Emissão de efluentes
  • Emissão de gases
  • Geração de resíduos
  • Consumo de energia
  • etc

Para obter os números dos seguintes impactos:

  • Potencial de Aquecimento Global
  • Depleção da camada de ozônio
  • Acidificação do solo e da água
  • Eutrofização
  • Depleção de recursos energéticos não renováveis
  • etc

A ACV (Avaliação do Ciclo de Vida) do produto valerá 1/4 de ponto para o LEED v4.

O EPD (Declaração Ambiental de Produto com ACV validado por terceira parte) valerá 1 ponto no LEED v4.

Veja modelos de EPD em:http://www.armstrong.com/commceilingsna/what-is-life-cycle-assessment.html

EPD         EPD2

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Tabela Ambiental – mais um selo verde?

Não.

A Tabela Ambiental é uma ferramenta de comunicação que reúne, organiza, apresenta comprovações de informações relevantes e pertinentes para a especificação de materiais mais adequada e consciente.

  • Proposta uma ferramenta que reúne todas a informações pertinentes ao produto para toda a cadeia envolvida.
  • Tabela possui uma sequencia para informar especificadores e obra.
  • Colunas indicam: atributos, indicadores (quantitativo e qualitativo), norma ou método de ensaio, comprovação. 

Image

Tabela Ambiental – Forro de lã de vidro – Forrovid –  http://www.isover.com.br/uploads/files/tabela_ambiental_forrovid_boreal.pdf

A proposta da Tabela Ambiental pretende:

  • Simplificar a informação para torná-la acessível.
  • Ajudar o fabricante a medir e comunicar esforços e reconhecer onde é necessário melhorar.
  • Evitar que o fabricante esconda falhas técnicas com vantagens ambientais.
  • Ferramenta de educação – tanto de atributos ambientais como técnicos. Favorece escolhas conscientes.
  • Gerar um banco de dados – comparação
  • Evolução contínua  – juntamente com o conhecimento do mercado sobre o tema e suas inovações tecnológicas.
  • Não indica que o produto é ecológico, mas sim, apresenta indicadores para análise dos prós e contras.

mais informações: materiais@cte.com.br.

 

 

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TABELA AMBIENTAL QUIMICRYL

O CTE (www.cte.com.br) desenvolveu um método de comunicação técnica e ambiental para materiais de construção para facilitar o trabalho de projetistas, consultores e construtores.

1. Apresenta atributos técnicos e ambientais com comprovações.
2. Facilita o acesso aos ensaios, laudos e certificados para processos de análise e certificação.
3. Permite a escolha do produto e avaliação dos atributos conforme necessidade do projeto.

q10000

BAUCRYL 10.000 | IMPERMEABILIZAÇÃO ELÁSTICA
• Para grandes lajes e áreas comuns
• Resiste a 25 metros de coluna d´água
• Suporta grandes deformações sem ruptura
• Propriedades elásticas alongamento igual a 80%

Tabela Ambiental: http://quimicryl.com.br/docs/ta/BAUCRYL%2010000_TA.pdf

2

BAUCRYL ARGAREVEST | ARGAMASSA CIMENTÍCIA IMPERMEÁVEL
• Regularização, impermeabilização e proteção mecânica numa única operação
• Melhora a aderência da argamassa
• Resiste a 25 metros de coluna d´água
• Reduz o módulo de deformação

Tabela Ambiental: http://quimicryl.com.br/docs/ta/BAUCRYL%20ARGAREVEST_ta.pdf

3

BAUCRYL UV BRANCO | IMPERMEABILIZAÇÃO COM REDUÇÃO DE ILHAS DE CALOR
• Suporta grandes deformações sem ruptura
• Reduz as transferências de calor para o interior
• Para lajes e paredes expostas
• Índice de refletância igual a 104 (SRI)

Tabela Ambiental: http://quimicryl.com.br/docs/ta/BAUCRYL%20UV20BRANCO_TA.pdf

4

COLA ECOFLOR | COLA BASE ÁGUA PARA CARPETE
• Base água
• Não prejudicial à saúde
• Resistente à água
• Baixa toxicidade

Tabela Ambiental: http://quimicryl.com.br/docs/ta/COLA%20ECOFLOOR20P1_TA.pdf

Maiores informações sobre a Tabela Ambiental: materiais@cte.com.br

 

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